Avanços em RA no varejo brasileiro em 2026: Tendências
A tecnologia de realidade aumentada (RA) tem sido um jogo de mudança no varejo brasileiro nos últimos anos. Em 2026, essa tendência só se fortaleceu, trazendo uma experiência de compra mais imersiva e personalizada para os consumidores. Neste artigo, vamos explorar as principais tendências em RA que estão transformando o setor varejista no Brasil.
Experimentação virtual de produtos
Uma das aplicações mais empolgantes da RA no varejo é a capacidade de permitir que os clientes experimentem virtualmente os produtos antes da compra. Isso é especialmente útil para categorias como moda, móveis e cosméticos, onde a aparência e o ajuste são cruciais.
Com óculos de RA, os consumidores podem “experimentar” roupas, acessórios e maquiagem em seus próprios rostos e corpos, visualizando como ficarão antes mesmo de sair de casa. Já para móveis e decoração, eles podem posicionar virtualmente peças em seus ambientes, garantindo que combinem perfeitamente com o estilo e as dimensões do espaço.
Essa funcionalidade não apenas reduz devoluções e trocas, mas também aumenta a confiança do cliente no momento da compra, impulsionando as vendas. Marcas líderes do varejo brasileiro, como Renner, Tok&Stok e Natura, já investiram pesadamente nessa tecnologia, colhendo resultados impressionantes.
Navegação e orientação em loja
Outra tendência em ascensão é o uso da RA para melhorar a experiência de compra dentro das lojas físicas. Através de aplicativos móveis ou mesmo de displays interativos, os varejistas podem fornecer aos clientes mapas virtuais do estabelecimento, destacando a localização de produtos, promoções e serviços.
Isso facilita enormemente a navegação, especialmente em lojas maiores ou mais complexas. Os consumidores podem visualizar rotas sugeridas para encontrar rapidamente o que procuram, reduzindo a frustração e o tempo de espera na fila.
Algumas redes também estão usando RA para criar “guias virtuais” que fornecem informações adicionais sobre itens específicos, como detalhes do produto, avaliações de outros clientes e sugestões de combinações. Essa camada extra de conteúdo enriquece a jornada de compra e ajuda a impulsionar vendas adicionais.
Personalização em tempo real
A RA também está permitindo que varejistas ofereçam um nível sem precedentes de personalização em tempo real. Através do reconhecimento facial e de sensores diversos, as lojas podem coletar dados sobre preferências, comportamentos e necessidades individuais dos clientes.
Esses insights são então usados para exibir conteúdo, ofertas e recomendações personalizadas, em tempo real, durante a visita do cliente. Por exemplo, um varejista de moda pode usar RA para sugerir looks baseados no estilo, tamanho e ocasião do cliente, aumentando significativamente a chance de uma venda efetiva.
Essa abordagem hiperpersonalizada cativa os consumidores, que se sentem valorizados e atendidos de maneira única. Ao mesmo tempo, impulsiona métricas-chave do varejo, como taxa de conversão, ticket médio e fidelidade do cliente.
Experiências imersivas e interativas
Talvez a aplicação mais empolgante da RA no varejo seja a criação de experiências de compra verdadeiramente imersivas e interativas. Usando tecnologias como óculos de realidade virtual (RV) e projeções holográficas, varejistas estão transportando os clientes para ambientes virtuais repletos de possibilidades.
Imagine entrar em uma loja de móveis e poder “caminhar” por diferentes cômodos, interagindo com os produtos em escala real. Ou então experimentar maquiagem em um ambiente 3D hiper-realista, visualizando em tempo real como ficaria seu rosto. Essas experiências vão muito além da simples “experimentação virtual”, proporcionando um nível de imersão e interatividade sem precedentes.
Marcas inovadoras, como Ikea, Sephora e Adidas, já estão implementando soluções desse tipo, criando verdadeiros “parques temáticos” digitais que encantam e envolvem os clientes. O resultado é uma experiência de compra memorável, que fortalece o vínculo emocional dos consumidores com as marcas.
Integração omnichannel
Por fim, uma tendência-chave é a integração cada vez mais estreita entre as experiências de RA e os demais canais de venda. Os varejistas estão trabalhando para criar jornadas de compra verdadeiramente fluidas, onde a RA se conecta perfeitamente com o e-commerce, aplicativos móveis, lojas físicas e até mesmo redes sociais.
Isso significa que os clientes podem iniciar uma experiência de RA em casa, continuar na loja física e finalizar a compra online – tudo de maneira integrada e sem costuras. Além disso, os dados coletados pela RA estão sendo usados para personalizar e otimizar outras interações do cliente, em todos os touchpoints.
Marcas como Magazine Luiza, Renner e Americanas já demonstraram avanços significativos nessa direção, oferecendo aos consumidores uma experiência de compra verdadeiramente omnichannel. Essa integração fluida é essencial para fidelizar clientes e impulsionar resultados de vendas em um mercado cada vez mais competitivo.
Conclusão
Em 2026, a realidade aumentada se consolidou como uma tecnologia transformadora no varejo brasileiro. Das experiências virtuais de produtos à navegação intuitiva em loja, da personalização em tempo real às imersões interativas – a RA está redefinindo a maneira como os consumidores descobrem, experimentam e compram.
Ao adotar essas tendências, os varejistas líderes estão conquistando clientes cada vez mais exigentes, impulsionando métricas-chave como conversão, ticket médio e fidelidade. Mais do que isso, eles estão construindo relacionamentos mais profundos e duradouros com seus públicos, em um mercado cada vez mais competitivo.
A jornada da RA no varejo brasileiro está apenas começando. À medida que a tecnologia continua a evoluir e os consumidores se tornam cada vez mais familiarizados com suas aplicações, podemos esperar ver ainda mais inovações empolgantes neste setor nos próximos anos. Uma coisa é certa: a RA se firmou como um elemento essencial na estratégia de sucesso de qualquer varejista moderno.